Cursos oferecidos pelo Hunna

História da dança: Interpretando Fontes

Temática: Pesquisa sobre dança com base em fontes históricas
Ministrantes: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal
Resumo: Neste curso explicamos como funcionam os métodos da disciplina histórica para fazer pesquisa e como isso pode te ajudar nas tuas pesquisas sobre história da dança. Discutimos o que é história, o que são conceitos históricos, o que são fontes históricas e como é possível trabalhar com essas ferramentas para produzir conhecimento histórico sobre dança. Utilizamos exemplos práticos, através de mini-oficinas com participação do público, trazendo fontes históricas relacionadas às Danças do Ventre, Danças Ciganas e Fusões Tribais. O objetivo é possibilitar às(aos) participantes uma melhor compreensão do que é história e como identificar fontes bibliográficas confiáveis para informar-se sobre processos históricos, entendendo a diferença entre fonte bibliográfica e fonte histórica. Além disso, oferecemos as bases para possibilitar a interpretação de fontes históricas de diferentes tipos (textuais, visuais, orais e audiovisuais) a partir de metodologia científica e operar conceitos históricos para a análise dessas fontes e bibliografia.

Orientalismo e anticiganismo na cultura pop

Temática: Como entender os conceitos de “orientalismo” e “anticiganismo” a partir de exemplos do cinema, dança, música, literatura e outras linguagens e mídias.
Ministrantes: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal
Resumo: Nesta aula, discutimos os conceitos de “orientalismo” e de “anticiganismo” de uma maneira leve e divertida, porém bem embasada! Destrinchamos o conceito de “orientalismo”, cunhado pelo crítico literário palestino Edward Said, e aplicamos esse conhecimento para entender como esse imaginário influenciou elementos da cultura pop que estão muito próximos de nós, como novelas, filmes, desenhos animados, livros e músicas!. Estabelecemos essa conexão entre um conceito acadêmico e imagens que estão muito presentes no nosso dia-a-dia para ajudar a compreender como a ideia de “oriente” é construída na nossa sociedade. Além disso, essa aula tem como objetivo permitir que os alunos e alunas identifiquem elementos orientalistas e anticiganos em produções da cultura pop de maneira geral (para além dos que abordamos em aula) e vislumbrem de onde saíram os muitos estereótipos, preconceitos e mitos relacionados à dança do ventre, danças ciganas e fusões tribais. 

 

Historicamente falando: Baladi

 

Temática: O contexto histórico da dança baladi e os vários significados políticos e sociais do termo “baladi”
Ministrantes: Ana Terra De Leon, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal
Resumo: “Baladi” é uma daquelas palavras que têm gerado vários debates e tentativas de definição aqui no Brasil, né? E muitas vezes as definições são conflitantes: tem uma professora egípcia que fala uma coisa, um professor egípcio que fala outra, uma bailarina brasileira que fala um um outro troço completamente diferente. Como lidar? Através de um aulão inteiramente teórico, abordamos o Baladi como um fenômeno histórico, destrinchando os seus vários significados e usos, dependendo do contexto. Explicamos um pouco da história do Egito para nos ajudar a compreender aquele papo de “Baladi é a população rural que foi para os centros urbanos”. Discutimos a colonização e a presença inglesa no Egito e, por consequência, como “baladi” adquiriu uma conotação nacionalista. Tratamos das dinâmicas de classe no Egito e como “baladi” adquiriu uma conotação relacionada ao “popular” também. Falamos um pouquinho sobre a musicalidade Baladi e seus principais referentes. Assim, nosso objetivo é entender como caricaturas e estereótipos ligados à noção de “baladi” surgiram no próprio Egito e como isso foi usado na dança!

Historicamente falando: Ghawazee

 

Temática: Trajetória histórica das ghawazee (dançarinas tradicionais egípcias)
Ministrantes: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal
Resumo: Quem se interessa por história da dança, seja ela a dança do ventre, as danças ciganas ou fusões tribais, já deve ter se deparado com o nome “ghawazee”. As ghawazee (no singular, ghazia) eram dançarinas profissionais que dançavam nas ruas do Cairo e de Alexandria no século dezenove e que causaram a fascinação de viajantes vindos(as) da Europa na época. Compreender a trajetória histórica e social dessas dançarinas é imprescindível para entender a história da dança do ventre, dos ciganos do oriente médio e as inspirações para a criação das fusões tribais. Assim, nesta aula contextualizamos as dançarinas egípcias ghawazee no tempo e no espaço. Fazemos um resumão sobre o que diferentes pesquisadoras e pesquisadores escreveram até hoje sobre as ghawazee; estudamos quais os registros históricos disponíveis sobre elas; analisamos a influência da política egípcia ao longo do século na vida dessas mulheres e explicamos as consequências econômicas e sociais disso tudo. Também trabalhamos a relação das ghawazee a etnia cigana (trazendo o exemplo das Banat Maazin), qual relação com o folclore egípcio (trazendo o exemplo da troupe de Mahmoud Reda) e como elas inspiraram a criação das fusões tribais.

 

Historicamente falando: Kawliya

 

Temática: Contextualização histórica da Raqs el Kawliya, também conhecida como “Dança do Iraque”
Ministrantes: Jéssica Prestes e Ana Terra de Leon
Resumo: Nesta aula, tratamos sobre a história do Iraque, dos ciganos no Oriente Médio e dos conflitos na região a fim de entender a posição dos ciganos Iraquianos nesses contextos. Trabalhamos a relação da etnia com o ofício de entretenimento e como eventos políticos, como o governo Saddam Hussein e a invasão estadunidense no Iraque, afetaram a vida dos Kawliya e a sua dança. Tratamos, especificamente, sobre a história das Benat Al Rief e da Raqs el Kawliya no caso do Iraque, e também sobre a recepção da dança Kawliya na comunidade de Dança do Ventre. Problematizamos a inclusão dessa dança na categoria de “folclore”, o apagamento da etnia cigana e a influência da estética do Leste Europeu na prática.

Dança do Ventre: A dança mais antiga do mundo?

 

Temática: Origem histórica da Dança do Ventre
Ministrantes: Ana Terra de Leon e Naiara Rotta Assunção
Resumo: Nesta aula discutimos sobre as “origens” da dança do ventre e quais evidências históricas possuímos em relação a isso. Tratamos de conceitos super importantes para entender essa história, como “colonialismo” e “orientalismo”. Vemos quais grupos de dançarinos e dançarinas do Oriente Médio e Norte da África foram importantes na constituição da dança do ventre atual. Estudamos como ela se transnacionalizou através das Exposições Universais e como ela se desenvolveu em casas de entretenimento no Egito.  Por fim, analisamos evidências arqueológicas antigas do período otomano, árabe medieval e do Egito faraônico e pré-dinástico para ver se eles nos dizem algo sobre a “dança do ventre”.

A intersecção: dança do ventre, danças ciganas e fusões tribais

 

Temática: A ligação entre as modalidades de Dança do Ventre, Danças Ciganas e Fusões Tribais pela perspectiva histórica.
Ministrantes: Jéssica Prestes e Ana Terra de Leon
Resumo: Nesta aula abordamos a construção histórica das três modalidades das quais construímos pesquisas no Hunna Coletivo: Dança do Ventre, Danças Ciganas e Fusões Tribais. O principal enfoque é na intersecção entre as modalidades, a partir da perspectiva histórica, onde contextualizamos o papel dos ciganos enquanto artistas de ofício ligados ao entretenimento e a relação com o nomadismo. Abordamos também o contexto político do colonialismo no desenvolvimento da Dança do Ventre e das fusões Tribais ligadas à sua estilização e fusão.

 

Os ciganos e o contexto das danças ciganas na Espanha

 

Temática: O percurso histórico da etnia cigana na Espanha e a construção das danças ciganas, Zambra e Rumba gitanas.
Ministrantes: Jéssica Prestes e Naiara Rotta Assunção
Resumo: Nesta aula contextualizamos o desenvolvimento da etnia cigana, desde sua chegada ao território espanhol até seu contato com outras etnias. Elaboramos como a presença árabe ao sul da Espanha também foi um determinante cultural para o desenvolvimento do da Zambra e da Rumba gitanas e do Flamenco, como produto cultural da troca entre as culturas cigana e árabe mas também  judia e negra no sul da Espanha. Também discutimos o impacto do orientalismo no desenvolvimento do Flamenco e das Danças Ciganas (Rumba e Zambra gitanas), a partir do olhar estereotipado do europeu em relação aos ciganos.

A Dança do Ventre no século XIX: Pinturas orientalistas e relatos de viagem

Temática: Como a dança do ventre era representada na literatura de viagem e nas pinturas orientalistas do século XIX.
Ministrantes: Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal
Resumo: Esta aula aborda aspectos da história da dança do ventre a partir de uma perspectiva crítica, bem embasada e com historiadoras especialistas no assunto! Nessa aula elaboramos o conceito de  “orientalismo”, cunhado pelo crítico literário Edward Said, para ajudar a entender o que isso tem a ver com a constituição histórica da dança do ventre. Trazemos exemplos de como eram as pinturas europeias sobre dança no século XIX e como interpretá-las. Também lemos juntas(os) alguns trechos de relatos de viagem europeus sobre dança desse período e aprendemos a tirar informações dessas fontes históricas. Por fim, discutimos e exemplificamos a importância de estudar essas representações para entender a história da dança do ventre.

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