Cursos oferecidos pelo Hunna

História da dança: Interpretando Fontes

Temática: Pesquisa sobre dança com base em fontes históricas.
Resumo: Neste curso explicamos como funcionam os métodos da disciplina histórica para fazer pesquisa e como isso pode te ajudar nas tuas pesquisas sobre história da dança. Discutimos o que é história, o que são conceitos históricos, o que são fontes históricas e como é possível trabalhar com essas ferramentas para produzir conhecimento histórico sobre dança. Utilizamos exemplos práticos, através de mini-oficinas com participação do público, trazendo fontes históricas relacionadas às Danças do Ventre, Danças Ciganas e Fusões Tribais. O objetivo é possibilitar às(aos) participantes uma melhor compreensão do que é história e como identificar fontes bibliográficas confiáveis para informar-se sobre processos históricos, entendendo a diferença entre fonte bibliográfica e fonte histórica. Além disso, oferecemos as bases para possibilitar a interpretação de fontes históricas de diferentes tipos (textuais, visuais, orais e audiovisuais) a partir de metodologia científica e operar conceitos históricos para a análise dessas fontes e bibliografia.

Ministrantes da primeira edição: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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A intersecção: dança do ventre, danças ciganas e fusões tribais

 

Temática: A ligação entre as modalidades de Dança do Ventre, Danças Ciganas e Fusões Tribais pela perspectiva histórica.
Resumo: Nesta aula abordamos a construção histórica das três modalidades das quais construímos pesquisas no Hunna Coletivo: Dança do Ventre, Danças Ciganas e Fusões Tribais. O principal enfoque é na intersecção entre as modalidades, a partir da perspectiva histórica, onde contextualizamos o papel dos ciganos enquanto artistas de ofício ligados ao entretenimento e a relação com o nomadismo. Abordamos também o contexto político do colonialismo no desenvolvimento da Dança do Ventre e das fusões Tribais ligadas à sua estilização e fusão.

Ministrantes da primeira edição: Jéssica Prestes e Ana Terra de Leon.

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Dança do Ventre: A dança mais antiga do mundo?

 

Temática: Origem histórica da Dança do Ventre
Resumo: Nesta aula discutimos sobre as “origens” da dança do ventre e quais evidências históricas possuímos em relação a isso. Tratamos de conceitos super importantes para entender essa história, como “colonialismo” e “orientalismo”. Vemos quais grupos de dançarinos e dançarinas do Oriente Médio e Norte da África foram importantes na constituição da dança do ventre atual. Estudamos como ela se transnacionalizou através das Exposições Universais e como ela se desenvolveu em casas de entretenimento no Egito.  Por fim, analisamos evidências arqueológicas antigas do período otomano, árabe medieval e do Egito faraônico e pré-dinástico para ver se eles nos dizem algo sobre a “dança do ventre”.
Ministrantes da primeira edição: Ana Terra de Leon e Naiara Rotta Assunção.

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A Dança do Ventre no século XIX: Pinturas orientalistas e relatos de viagem

 

Temática: Como a dança do ventre era representada na literatura de viagem e nas pinturas orientalistas do século XIX. 
Resumo: Esta aula aborda aspectos da história da dança do ventre a partir de uma perspectiva crítica, bem embasada e com historiadoras especialistas no assunto! Nessa aula elaboramos o conceito de  “orientalismo”, cunhado pelo crítico literário Edward Said, para ajudar a entender o que isso tem a ver com a constituição histórica da dança do ventre. Trazemos exemplos de como eram as pinturas europeias sobre dança no século XIX e como interpretá-las. Também lemos juntas(os) alguns trechos de relatos de viagem europeus sobre dança desse período e aprendemos a tirar informações dessas fontes históricas. Por fim, discutimos e exemplificamos a importância de estudar essas representações para entender a história da dança do ventre.
Ministrantes da primeira edição: Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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Orientalismo e Anticiganismo na Cultura Pop

 

Temática: Como entender os conceitos de “orientalismo” e “anticiganismo” a partir de exemplos do cinema, dança, música, literatura e outras linguagens e mídias.
Resumo: Nesta aula, discutimos os conceitos de “orientalismo” e de “anticiganismo” de uma maneira leve e divertida, porém bem embasada! Destrinchamos o conceito de “orientalismo”, cunhado pelo crítico literário palestino Edward Said, e aplicamos esse conhecimento para entender como esse imaginário influenciou elementos da cultura pop que estão muito próximos de nós, como novelas, filmes, desenhos animados, livros e músicas!. Estabelecemos essa conexão entre um conceito acadêmico e imagens que estão muito presentes no nosso dia-a-dia para ajudar a compreender como a ideia de “oriente” é construída na nossa sociedade. Além disso, essa aula tem como objetivo permitir que os alunos e alunas identifiquem elementos orientalistas e anticiganos em produções da cultura pop de maneira geral (para além dos que abordamos em aula) e vislumbrem de onde saíram os muitos estereótipos, preconceitos e mitos relacionados à dança do ventre, danças ciganas e fusões tribais. 
Ministrantes da primeira edição: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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Historicamente falando: Ghawazee

 

Temática:Trajetória histórica das ghawazee, dançarinas tradicionais egípcias.
Resumo: Quem se interessa por história da dança, seja ela a dança do ventre, as danças ciganas ou fusões tribais, já deve ter se deparado com o nome “ghawazee”. As ghawazee (no singular, ghazia) eram dançarinas profissionais que dançavam nas ruas do Cairo e de Alexandria no século dezenove e que causaram a fascinação de viajantes vindos(as) da Europa na época. Compreender a trajetória histórica e social dessas dançarinas é IMPRESCINDÍVEL para entender a história da dança do ventre, dos ciganos do oriente médio e as inspirações para a criação das fusões tribais. Assim, nesta aula contextualizamos as dançarinas egípcias ghawazee no tempo e no espaço. Fazemos um resumão sobre o que diferentes pesquisadoras e pesquisadores escreveram até hoje sobre as ghawazee; estudamos quais os registros históricos disponíveis sobre elas; analisamos a influência da política egípcia ao longo do século na vida dessas mulheres e explicamos as consequências econômicas e sociais disso tudo. Também trabalhamos a relação das ghawazee a etnia cigana (trazendo o exemplo das Banat Maazin), qual relação com o folclore egípcio (trazendo o exemplo da troupe de Mahmoud Reda) e como elas inspiraram a criação das fusões tribais.
Ministrantes da primeira edição: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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Historicamente falando: Awalim

 

Temática: Trajetória histórica das awalim, dançarinas tradicionais egípcias.
Resumo: Assim como as ghawazee, as awalim são dançarinas cuja história está diretamente conectada com a história da dança do ventre e, por consequência, das fusões tribais (até com as danças ciganas, em certa medida). Porém, muitas falácias e generalizações são feitas sobre ela sem compreensão profunda e crítica sobre sua história. Por exemplo, muitas vezes ouvimos o termo Awalim para falar das primeiras praticantes da “dança do ventre”, ou como uma oposição às Ghawazee. Será que elas eram só isso mesmo? O que mais podemos descobrir sobre as awalim nas fontes históricas? Elas realmente deixaram de existir? O Aulão “Historicamente falando: Awalim” responde essas e algumas outras perguntas sobre esse tema, baseado em fontes de pesquisa, contextualização histórica e comparações da literatura, da arte e da atualidade! Abordamos essa história desde seus antecedentes medievais, passando pelo Império Otomano, colonização europeia do Egito, perda de status das dançarinas por conta exotização colonial no século XIX, chegando ao século XX, quando estudamos as awalim da Muhammad Ali Street no Cairo.
Ministrantes da primeira edição: Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal

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Historicamente falando: Baladi

 

Temática: O contexto histórico da dança baladi e os vários significados políticos e sociais do termo “baladi”.
Ministrantes: Ana Terra De Leon, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal
Resumo: “Baladi” é uma daquelas palavras que têm gerado vários debates e tentativas de definição aqui no Brasil, né? E muitas vezes as definições são conflitantes: tem uma professora egípcia que fala uma coisa, um professor egípcio que fala outra, uma bailarina brasileira que fala um um outro troço completamente diferente. Como lidar? Através de um aulão inteiramente teórico, abordamos o Baladi como um fenômeno histórico, destrinchando os seus vários significados e usos, dependendo do contexto. Explicamos um pouco da história do Egito para nos ajudar a compreender aquele papo de “Baladi é a população rural que foi para os centros urbanos”. Discutimos a colonização e a presença inglesa no Egito e, por consequência, como “baladi” adquiriu uma conotação nacionalista. Tratamos das dinâmicas de classe no Egito e como “baladi” adquiriu uma conotação relacionada ao “popular” também. Falamos um pouquinho sobre a musicalidade Baladi e seus principais referentes. Assim, nosso objetivo é entender como caricaturas e estereótipos ligados à noção de “baladi” surgiram no próprio Egito e como isso foi usado na dança!
Ministrantes da primeira edição: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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Historicamente falando: Shaabi

Temática: O contexto histórico da dança baladi e os vários significados políticos e sociais do termo “shaabi”.
Resumo: Quem estuda e pratica dança do ventre, ou até quem é das fusões tribais e das danças ciganas, já deve ter ouvido falar do estilo “shaabi” de dança e música. Essa categoria está relacionada às classes populares egípcias e, como boas historiadoras que somos, acreditamos que é necessário entendê-la de maneira histórica! Por isso, nesse aulão, discutimos sobre a relação entre a cultura popular egípcia, entendida como shaabi, e eventos históricos e dinâmicas sociais desse país. Portanto, nesse aulão, abordamos muito da história contemporânea do Egito, desde a revolução de 1952 e o governo de Gamal Abdel Nasser, passando pelo período neoliberal de Sadat e Mubarak, para discutir a chamada “Primavera Árabe”. Isso nos ajuda a entender como política e economia afetaram a cultura e o mercado fonográfico egípcio!! Discutimos os significados linguísticos e sociais da palavra “shaabi” e como isso se relaciona com as noções de “alta” e “baixa” cultura e folclore. Também estudamos a música Shaabi e seus principais expoentes como Abdu al-Iskandarani, Anwar El Askary, Shaban Abd El Rehem e, claro, Ahmed Adaweya para entender o que significa “mawal” e “neo-mawal”. E, por fim, abordamos a “dança” Shaabi nos contextos dos casamentos populares e mulids e o desenvolvimento do Mahraganat no pós-2011.
Ministrantes da primeira edição: Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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Historicamente falando: Kawliya

Temática: Contextualização histórica da Raqs el Kawliya, também conhecida como “Dança do Iraque”.
Resumo: Nesta aula, tratamos sobre a história do Iraque, dos ciganos no Oriente Médio e dos conflitos na região a fim de entender a posição dos ciganos Iraquianos nesses contextos. Trabalhamos a relação da etnia com o ofício de entretenimento e como eventos políticos, como o governo Saddam Hussein e a invasão estadunidense no Iraque, afetaram a vida dos Kawliya e a sua dança. Tratamos, especificamente, sobre a história das Benat Al Rief e da Raqs el Kawliya no caso do Iraque, e também sobre a recepção da dança Kawliya na comunidade de Dança do Ventre. Problematizamos a inclusão dessa dança na categoria de “folclore”, o apagamento da etnia cigana e a influência da estética do Leste Europeu na prática.
Ministrantes da primeira edição: Ana Terra De Leon, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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Os ciganos e o contexto das danças ciganas na Espanha

Temática: O percurso histórico da etnia cigana na Espanha e a construção das danças ciganas, Zambra e Rumba gitanas.
Resumo: Nesta aula contextualizamos o desenvolvimento da etnia cigana, desde sua chegada ao território espanhol até seu contato com outras etnias. Elaboramos como a presença árabe ao sul da Espanha também foi um determinante cultural para o desenvolvimento do da Zambra e da Rumba gitanas e do Flamenco, como produto cultural da troca entre as culturas cigana e árabe mas também  judia e negra no sul da Espanha. Também discutimos o impacto do orientalismo no desenvolvimento do Flamenco e das Danças Ciganas (Rumba e Zambra gitanas), a partir do olhar estereotipado do europeu em relação aos ciganos.
Ministrantes da primeira edição: Jéssica Prestes e Naiara Rotta Assunção.

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As divas da música árabe e cigana: Umm Kulthum e Esma Redzepova

Temática: Trajetória de vida artística de Umm Kulthum e Esma Redžepova e as relações que estabelecem com movimentos políticos de suas épocas.
Resumo: Que a música está diretamente relacionada à dança, todo mundo já sabe. Mas o que essas cantoras icônicas a quem tanto admiramos, cujas vozes nos emocionam e embalam nossas danças têm a ver com questões históricas e políticas? Pois é sobre isso mesmo que tratamos nesse aulão! Como toda aula do Hunna, iniciamos com uma contextualização histórica: tratamos sobre a Guerra Fria e as disputas de poder no campo cultural tanto no contexto Egípcio com Gamal Abdel Nasser e o pan-arabismo como no contexto do Leste Europeu com a União Soviética e os ciganos nesse rolo. Revisamos as trajetórias da vida de Umm Kulthum e Esma Redžepova e discutimos sua relação com figuras e movimentos políticos da época. 
Ministrantes da primeira edição: Jéssica Prestes e Naiara Rotta Assunção.

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Históricamente Falando: Folclore

Temática: Trajetória de vida artística de Umm Kulthum e Esma Redžepova e as relações que estabelecem com movimentos políticos de suas épocas.
Resumo: O curso “Historicamente falando: Folclore” discute, em cinco aulas, o conceito de “folclore” a partir das ciências humanas aplicando-o no entendimento de danças que são normalmente classificadas como “folclóricas” por praticantes de dança do ventre, danças ciganas e fusões tribais. Desta maneira, debatemos como a ideia de “folclore” está historicamente relacionada com questões ideológicas, políticas, institucionais e nacionais a fim de entender melhor o desenvolvimento histórico de várias danças que praticamos! Na primeira aula introduzimos os debates conceituais em torno do conceito de folclore. Na segunda aula, tratamos do folclore egípcio, a partir do trabalho de Mahmoud Reda, e sua relação com o nacionalismo árabe. Na terceira aula, trabalhamos sobre o Dabke e a questão palestina, na quarta sobre ciganos e os folclores nacionais e na quinta sobre Fusões Tribais, Folclore e Apropriação Cultural.
Ministrantes da primeira edição: Ana Terra De Leon, Francismara Lelis, Jéssica Prestes, Naiara Rotta Assunção e Nina Paschoal.

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